Safetalk: Como a tecnologia na educação pode mudar realidades? | Safetec
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A transformação digital é um processo ao qual a conversão não ocorre apenas digitalizando o que antes era feito de forma física, é algo muito mais elevado, uma mudança cultural. 

Como foi evidenciado no último ano, esse processo é imprescindível para o futuro das instituições de ensino, e nos mostra a urgência de ter a tecnologia como aliada. Mas quando levamos isso para um recorte social, percebemos que essa mudança é capaz de chegar mais rápido em determinados contextos que em outros.

Ainda que 74% da população brasileira com 10 anos ou mais já seja usuária de Internet, ainda existem 47 milhões de cidadãos brasileiros desconectados. Além disso, mais de 20 milhões de domicílios não possuem conexão à Internet – sendo esse cenário mais evidente na região Nordeste (35%) e em famílias com renda de até um salário mínimo (45%). 

Os dados são da TIC Domicílios 2019. O fato de que 39% dos alunos de escolas públicas não possuem tablet, computador de mesa ou computador portátil em casa também deve ser levado em conta no momento dos educadores pensarem a realização de atividades pedagógicas de forma remota. 

Para debater o assunto, o nosso Google Trainer e professor Saulo Bernardo conversou com o cofundador e diretor de inovação da Verda, Pedro Verda no Safetalk.

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“Com a pandemia nós conseguimos ver que a digitalização não é levar uma experiência presencial para o mundo online, mas na verdade criar com as ferramentas digitais experiencias que nos levem até o resultado que a gente deseja”, introduz Pedro. Uma aula à distância não vai ser uma réplica de uma aula presencial em outro contexto. Nós vamos ter outras ferramentas; 1h de aula presencial passa rápido, mas quando a gente leva para o digital, parece muito. Então são pontos que precisamos ficar atentos”, continua. 

Para ele, apesar de a nossa sociedade estar organizada em primeiro, segundo e terceiro setor, isso não pode se tornar gavetas que não se comunicam. “Ou a gente vai ter um processo híbrido, ou a transformação digital não vai acontecer. Precisamos contar com o poder público, que possui a expertise de escalar soluções de impacto, que se comunique com o terceiro setor”, acredita Pedro.

“Eles nem sempre estão lá na ponta, dentro da comunidade, para saber o que ela precisa. Mas aí tem um gestor de uma ONG local que está numa comunidade X, que entende exatamente que a comunidade precisa de atenção na saúde ou na educação. Assim também deve ser com o setor privado, com empresas cada vez mais conscientes.”

Pedro diz, ainda, que hoje a sociedade quer saber o que as empresas deixam de legado, são cobradas quanto ao posicionamento. “E por isso mesmo é que o primeiro, segundo e terceiro setor devem se comunicar para que a gente consiga a tão sonhada transformação.”

Saulo Bernardo ressalta a importância de, por meio da educação aliada com a transformação digital, exista uma mudança significativa em como preparamos as crianças e jovens para o mundo. Criando novos líderes capazes de atuar com impacto. “É importante, mas não muda de forma significativa a vida de ninguém saber a data de nascimento de Napoleão. Então, precisamos ver as habilidades socioemocionais desses futuros tomadores de decisão, para que possamos desenvolver e criar novos líderes”

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